Suicídios - Campo Grande - Mato Grosso do Sul: Plenitude libertando do sofrimento

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Plenitude libertando do sofrimento

PLENITUDE (Joanna de Ângelis – psicografia Divaldo P. Franco)

Introdução:  É apresentado, neste livro, uma análise dos vários tipos de sofrimento, físicos e morais. Joanna de Ângelis faz uma análise dos aspectos do sofrimento, conforme a visão budista e a cristã, propondo a solução espírita, convidando-nos ao autodescobrimento, à vivência evangélica, ao comportamento lúcido advindo do estudo e da ação iluminativa na trilha da caridade fraternal.

Na variada gênese do sofrimento, todo esforço para mitigá-lo, sem a remoção das causas, não logrará senão paliativos, adiamentos. Mesmo quando alguma injunção premie o enfermo com uma súbita liberação, se a terapia não alcançou as razões que o desencadeiam, ele transitará de uma outra problemática sem conseguir a saúde real.

Fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos de alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga das complicações decorrentes do tempo perdido.

Pelo contrário, uma atitude corajosa de examiná-lo e enfrentá-lo representa Valioso recurso de lucidez com efeito terapêutico propiciador de paz. A resignação dinâmica.

A resignação dinâmica, isto é, a aceitação do problema com uma atitude corajosa de o enfrentar e remover-lhe a causa, representa avançado passo para a solução.

Análise do sofrimento.

As Quatro Nobres Verdades
A verdade da origem do sofrimento A verdade da cessação do sofrimento A verdade do caminho que leva a cessação do sofrimento.
Segundo Gautama: O sofrimento do sofrimento. O sofrimento da impermanência. O sofrimento resultante dos condicionamentos.

O sofrimento do sofrimento é o resultado das aflições que ele mesmo proporciona.
A dor macera os sentimentos, desencoraja as estruturas psicológicas frágeis, infelicita, leva a conclusões falsas e estimula os estados de exaltação emocional ou depressão, conforme a estrutura íntima de cada vítima.

Apresenta-se sobre dois aspectos: Físico Mental
A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável(...)

(...)abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam.
As tensões físicas, mentais e emocionais são, igualmente, responsáveis pelas doenças – sofrimento que gera sofrimento.
Emoções Sentimentos Nascem das Emoções Afetos Exprime-se através das emoções
As causas profundas das doenças, portanto, estão no indivíduo mesmo, que se deve auto examinar, autoconhecer-se a fim de liberar-se desse tipo de sofrimento.
O sofrimento da Impermanência.
De imediato o prazer gera sofrimento. O cotidiano demonstra que a busca insaciável do prazer constitui um tormento que aflige sem compensação.
Quando se tem a oportunidade de fluí-lo, constata-se que o preço pago foi muito alto e a sensação conseguida não recebeu retribuição correspondente.
Há aquisições que proporcionam prazer em um momento para logo se transformarem em dores acerbas. E o responsável por esse resultado é a ilusão.
A maioria dos sofrimentos decore da forma incorreta por que a vida é encarada. Na sua transitoriedade, os valores transcendem ao aspecto e à motivação que geram prazer.
Esse é o sofrimento da impermanência das coisas terrenas. Esfumam-se como palha ao fogo, atiçado pelo vento, logo se transformando em cinza flutuante no ar.
Somos contrariados todo o tempo, pelo que queremos e pelo que conseguimos. A maioria das coisas que planejamos, não saem como o planejado.
O sofrimento resultante dos condicionamentos.
O sofrimento resultante dos condicionamentos abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável, que propiciam agregados físicos e mentais contaminados.
Escala de valores: Imediatismo. O vulgar. O promiscuo. O poder transitório. A força.
Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física, derivada dos condicionamentos doentios dos grupos sociais e dos indivíduos, promove o sofrimento que poderiam ser evitados.
Origens do sofrimento.
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem. Allan Kardec – ESE – Cap. 5 item - 7
O budismo ainda apresenta duas condições para a origem do sofrimento: Interna e externa Resultando daí outras duas ordens: Cármicas e as emoções perturbadoras
Determinismo Nascimento – Morte – Reencarnação
Livre arbítrio A opção por como e quando agir libera o espírito do sofrimento ou agrilhoa-o nas suas tenazes.
Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: Provação e Expiação
Provação É a experiência requerida ou proposta pelos guias espirituais antes do renascimento corporal.
Poder-se-á identificar essa providencial escolha na resignação e coragem demostradas pelo educando e até mesmo na sua alegria diante das ocorrências dolorosas.
Expiação São impostas, irrecusáveis, por constituírem a medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal se se agravou.
Cada ser vive com a consciência que estrutura.
Enquanto as provações constituem forma de sofrimento reparador que promove, as expiações apenas restauram o equilíbrio Perdido, reconduzindo o delituoso á situação em que se encontrava antes da queda brutal.
Causas atuais dos sofrimentos ...quando o homem o busca mediante a irresponsabilidade, á precipitação e a prevalência do orgulho.
Na raiz de qualquer tipo de sofrimento sempre será encontrado como seu autor o próprio espírito, que se conduziu erroneamente, trocando o mecanismo do amor pelo da dor, no processo da sua evolução.
A dor tem o papel de reconduzi-lo ao amor, de onde se afastou.
Cessação do sofrimento.

“O homem tem que lutar com o problema do sofrimento e não com o sintoma. O sofrimento precisa ser superado e o único meio de superá-lo é suportando- o.
Aprendemos isso com Ele(o Cristo)”. Jung (cartas,vol 1).
Saber quais são os sofrimentos. Conhecer as origens. Compreender o por que e para que do sofrimento. Interiorizar esse conhecimento. Resignação ativa.
Caminhos para o cessar do sofrimento.
Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos? Em . LE. 132.
Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea; nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação.
A reencarnação tem função pedagógica e não punitiva.
A Cessação do sofrimento reside no amor.
Como aprender a amar?
“Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento”.
E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
Caminhos para a saúde e autocura
Altruísmo. O altruísmo é a lição viva da caridade, expressão superior do sentimento de amor enobrecido, abre as portas à ação, sem a qual não teria sentido sua existência.
Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)
Quem medita retamente, crê, quer, fala, opera, vive, esforça-se e pensa com retidão, adquire os valores indispensáveis à salvação.
Nesse estágio, a pessoa doa-se e já não mais vive, sendo o “Cristo quem vive” nela, conforme afirmou o apostolo Paulo:...”(...); logo, já não sou eu que vive, mas o Cristo que vive em mim.” (Gálatas 2:20)
 (...) Liberta-se, por fim do sofrimento.


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