segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"Da mesma maneira como existem infecções orgânicas, acontecem também as fluídicas. Muitos desencarnados, movidos por vingança, empolgam a imaginação dos adversários encarnados, com formas mentais monstruosas, classificadas pelos instrutores como "infecções fluídicas", com grande poder destruidor, podendo levar até à loucura.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Plenitude libertando do sofrimento

PLENITUDE (Joanna de Ângelis – psicografia Divaldo P. Franco)

Introdução:  É apresentado, neste livro, uma análise dos vários tipos de sofrimento, físicos e morais. Joanna de Ângelis faz uma análise dos aspectos do sofrimento, conforme a visão budista e a cristã, propondo a solução espírita, convidando-nos ao autodescobrimento, à vivência evangélica, ao comportamento lúcido advindo do estudo e da ação iluminativa na trilha da caridade fraternal.

Na variada gênese do sofrimento, todo esforço para mitigá-lo, sem a remoção das causas, não logrará senão paliativos, adiamentos. Mesmo quando alguma injunção premie o enfermo com uma súbita liberação, se a terapia não alcançou as razões que o desencadeiam, ele transitará de uma outra problemática sem conseguir a saúde real.

Fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos de alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga das complicações decorrentes do tempo perdido.

Pelo contrário, uma atitude corajosa de examiná-lo e enfrentá-lo representa Valioso recurso de lucidez com efeito terapêutico propiciador de paz. A resignação dinâmica.

A resignação dinâmica, isto é, a aceitação do problema com uma atitude corajosa de o enfrentar e remover-lhe a causa, representa avançado passo para a solução.

Análise do sofrimento.

As Quatro Nobres Verdades
A verdade da origem do sofrimento A verdade da cessação do sofrimento A verdade do caminho que leva a cessação do sofrimento.
Segundo Gautama: O sofrimento do sofrimento. O sofrimento da impermanência. O sofrimento resultante dos condicionamentos.

O sofrimento do sofrimento é o resultado das aflições que ele mesmo proporciona.
A dor macera os sentimentos, desencoraja as estruturas psicológicas frágeis, infelicita, leva a conclusões falsas e estimula os estados de exaltação emocional ou depressão, conforme a estrutura íntima de cada vítima.

Apresenta-se sobre dois aspectos: Físico Mental
A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável(...)

(...)abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam.
As tensões físicas, mentais e emocionais são, igualmente, responsáveis pelas doenças – sofrimento que gera sofrimento.
Emoções Sentimentos Nascem das Emoções Afetos Exprime-se através das emoções
As causas profundas das doenças, portanto, estão no indivíduo mesmo, que se deve auto examinar, autoconhecer-se a fim de liberar-se desse tipo de sofrimento.
O sofrimento da Impermanência.
De imediato o prazer gera sofrimento. O cotidiano demonstra que a busca insaciável do prazer constitui um tormento que aflige sem compensação.
Quando se tem a oportunidade de fluí-lo, constata-se que o preço pago foi muito alto e a sensação conseguida não recebeu retribuição correspondente.
Há aquisições que proporcionam prazer em um momento para logo se transformarem em dores acerbas. E o responsável por esse resultado é a ilusão.
A maioria dos sofrimentos decore da forma incorreta por que a vida é encarada. Na sua transitoriedade, os valores transcendem ao aspecto e à motivação que geram prazer.
Esse é o sofrimento da impermanência das coisas terrenas. Esfumam-se como palha ao fogo, atiçado pelo vento, logo se transformando em cinza flutuante no ar.
Somos contrariados todo o tempo, pelo que queremos e pelo que conseguimos. A maioria das coisas que planejamos, não saem como o planejado.
O sofrimento resultante dos condicionamentos.
O sofrimento resultante dos condicionamentos abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável, que propiciam agregados físicos e mentais contaminados.
Escala de valores: Imediatismo. O vulgar. O promiscuo. O poder transitório. A força.
Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física, derivada dos condicionamentos doentios dos grupos sociais e dos indivíduos, promove o sofrimento que poderiam ser evitados.
Origens do sofrimento.
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem. Allan Kardec – ESE – Cap. 5 item - 7
O budismo ainda apresenta duas condições para a origem do sofrimento: Interna e externa Resultando daí outras duas ordens: Cármicas e as emoções perturbadoras
Determinismo Nascimento – Morte – Reencarnação
Livre arbítrio A opção por como e quando agir libera o espírito do sofrimento ou agrilhoa-o nas suas tenazes.
Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: Provação e Expiação
Provação É a experiência requerida ou proposta pelos guias espirituais antes do renascimento corporal.
Poder-se-á identificar essa providencial escolha na resignação e coragem demostradas pelo educando e até mesmo na sua alegria diante das ocorrências dolorosas.
Expiação São impostas, irrecusáveis, por constituírem a medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal se se agravou.
Cada ser vive com a consciência que estrutura.
Enquanto as provações constituem forma de sofrimento reparador que promove, as expiações apenas restauram o equilíbrio Perdido, reconduzindo o delituoso á situação em que se encontrava antes da queda brutal.
Causas atuais dos sofrimentos ...quando o homem o busca mediante a irresponsabilidade, á precipitação e a prevalência do orgulho.
Na raiz de qualquer tipo de sofrimento sempre será encontrado como seu autor o próprio espírito, que se conduziu erroneamente, trocando o mecanismo do amor pelo da dor, no processo da sua evolução.
A dor tem o papel de reconduzi-lo ao amor, de onde se afastou.
Cessação do sofrimento.

“O homem tem que lutar com o problema do sofrimento e não com o sintoma. O sofrimento precisa ser superado e o único meio de superá-lo é suportando- o.
Aprendemos isso com Ele(o Cristo)”. Jung (cartas,vol 1).
Saber quais são os sofrimentos. Conhecer as origens. Compreender o por que e para que do sofrimento. Interiorizar esse conhecimento. Resignação ativa.
Caminhos para o cessar do sofrimento.
Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos? Em . LE. 132.
Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea; nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação.
A reencarnação tem função pedagógica e não punitiva.
A Cessação do sofrimento reside no amor.
Como aprender a amar?
“Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento”.
E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
Caminhos para a saúde e autocura
Altruísmo. O altruísmo é a lição viva da caridade, expressão superior do sentimento de amor enobrecido, abre as portas à ação, sem a qual não teria sentido sua existência.
Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)
Quem medita retamente, crê, quer, fala, opera, vive, esforça-se e pensa com retidão, adquire os valores indispensáveis à salvação.
Nesse estágio, a pessoa doa-se e já não mais vive, sendo o “Cristo quem vive” nela, conforme afirmou o apostolo Paulo:...”(...); logo, já não sou eu que vive, mas o Cristo que vive em mim.” (Gálatas 2:20)
 (...) Liberta-se, por fim do sofrimento.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

Diga sim a vida.

A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. 
O suicido traz grandes decepções e é contrária à Lei de Deus!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A ALMA NÃO MORRE NUNCA

A alma não desaparece com o corpo, como também não é destruída pela morte, pois é imortal e imperecível. Portanto, ela não desaparece com o suicídio, assim como não deixa de sofrer, porque a vida prossegue em outro plano. A decepção que experimentam os suicidas é muito grande. Ao pretenderem acabar com os sofrimentos na Terra, intencionalmente buscando a morte, constatam, ao contrário disso, que continuam vivos, suportando as mesmas dores e sofrimentos.

Encontramos tal realidade nos relatos fornecidos pelos Espíritos suicidas, por intermédio de diversos médiuns, e registrados em diferentes obras espíritas. São depoimentos sobre as mais variadas situações que eles vivem em diferentes regiões do mundo espiritual, nas quais permanecem temporariamente expiando as dolorosas consequências de seu ato infeliz. Ao reencarnarem na Terra, todos passam por experiências regeneradoras, com o fim de se harmonizarem com as leis do Criador.

Agora, se a sua vida está difícil, vale a pena suicidar-se carregando na alma após a morte o remorso deste gesto infeliz? Claro que não. Quem hoje em dia não sofre? Quem não tem problemas sérios a resolver? Quem não carrega uma cruz pesada? E todas essas pessoas não conseguem vencer as suas dificuldades? Por que então você, que às vezes pensa em desertar da vida, também não vencerá as suas?

É preciso parar para pensar e buscar uma solução. Todos os problemas da vida têm solução.

No entanto, se você está se sentindo fraco, com as forças se esgotando, levante a cabeça para cima. Levante os olhos para o céu e peça com humildade a ajuda de Deus, que nunca está pobre de misericórdia. Deus, que é o nosso pai, não deixará você na rua da amargura e do desespero. Então, faça esta oração para buscar forças e coragem:

“Nosso Pai de amor e bondade! Ajuda-me a sair do desespero. Dá-me forças para continuar vivendo. Alivia a minha dor e ampara-me nesta hora difícil, porque sei que o Teu amor cobre a multidão dos meus erros. Diante da Tua Eterna compaixão, ergo as minhas mãos enfraquecidas nas lutas da vida, suplicando coragem para me levantar e poder caminhar com ânimo e vontade de viver.

Enxuga, Senhor, as minhas lágrimas nas dobras do Teu manto de infinita luz. Conforta o meu coração angustiado e sofrido neste momento. E eu te prometo, Senhor, com toda fé e convicção, que jamais ofenderei a Tua Suprema Bondade acabando com a minha vida, porque eu creio no Teu Infinito Amor! Por isso eu te peço Senhor, não me desampares jamais. Assim seja!”.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A TRAJETÓRIA DO ESPÍRITO

Somos viajores das eras. Atravessamos os tempos na caminhada evolutiva em busca de nós mesmos. Longa é a jornada do Espírito imortal, que só muito lentamente constrói a si mesmo, no ingente e belo processo de amadurecimento. O ser humano traz em seu íntimo o desejo incessante do melhor que o propele a prosseguir sempre, ainda que, momentaneamente, se mantenha estagnado em alguns períodos dessa viagem, que sempre é retomada mais adiante. Criados simples e ignorantes todos os seres humanos iniciam seus primeiros passos através de experiências que se vão somando no ir-e-vir das reencarnações, a fim de que descubra, gradativamente, os infinitos recursos que compõem a sua individualidade. Esses atributos equipam o Espírito de condições para enfrentar as dificuldades naturais do processo evolutivo.
O Livro dos Espíritos, questão 76, ensina que “os Espíritos são os seres inteligentes da criação.” Portanto, a inteligência é o atributo essencial do Espírito, juntamente com a consciência de si mesmo e o livre arbítrio. Outros atributos somam-se a estes, a capacidade de distinguir o bem do mal, o senso moral, o pensamento, a vontade, a consciência de que existem e de que constituem uma individualidade. Como corolário de tudo isto está a consciência. Quando Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, propõe a questão 621, atinge o Codificador o fulcro mais profundo e iluminado do Espírito. 621 - Onde está escrita a lei de Deus?
A resposta é, talvez, a mais importante de toda a história de cada filho de Deus: “Na consciência.” A pergunta e a resposta evidenciam a suprema importância da consciência. O fato de sabermos que a Lei Divina nos é inerente, que faz parte de cada Espírito imortal é o toque luminoso do despertar da própria Lei Divina em nós, o que equivale dizer, do despertar do Espírito. Tudo o mais decorre dessa descoberta. Quando Jesus enunciou “sois deuses”, (Jo10:34) assinalou o futuro da raça humana. Essa certeza que o Espiritismo proporciona é a maior contribuição para a plenitude do ser.
 O pensamento de Calderaro, instrutor de André Luiz, na obra, No Mundo Maior, resplandece: “O homem, para auxiliar o presente é obrigado a viver no futuro da raça.” (c.9) Jesus é o exemplo máximo, pois seu verbo é atemporal e permanece, ainda em nossos dias, aguardando que o ser humano desperte e alcance a mensagem universal que Ele legou para todos os tempos.
O Espiritismo, por sua vez, fala, igualmente,  adiante do tempo. Ao propor a questão 621, Kardec a faz com plena noção da resposta, pois a pergunta decorre, neste caso, não de desconhecimento ou dúvida, mas exatamente da certeza, visto que formulando-a ele demonstra a sabedoria que é apa - nágio de um Espírito avançadíssimo no conhecimento universal. Conceber a própria pergunta como prova isso. Pequenos somos nós, com nossos exíguos saberes. Entretanto, Espíritos de escol, como Allan Kardec, descem das grandezas espirituais, e, exatamente por serem superiores, abrem para nós as cortinas da Ciência do Infinito (LE introd. 13) e permitem que vislumbremos a vastidão cósmica que nos aguarda, no silêncio de Deus, a exprimir a magnificência de Suas Palavras inarticuladas. O despertar do Espírito, conforme os superiores conceitos de Joanna de Ângelis, (no livro de sua autoria espiritual intitulado O Despertar do Espírito) requer condições íntimas, a partir da própria carência que o ser humano identifique em si mesmo, levando-o a uma busca de respostas, de algo que preencha o vazio interior que o consome. Todavia, ainda ignoran - do o caminho para alcançar a paz, procura cercar-se de pessoas, de ruídos, de uma vida agitada e fútil, quando não envereda pela violência e agressividade, tentando assim resolver ou abafar seus conflitos interiores.
Só mais tarde, à custa de experiências amargas, descobrirá o que tanto almeja. “Viver é também uma experiência de morrer”, elucida a autora espiritual da obra que estamos analisando, “considerando-se a incessante transformação orgânica operada nas células e nos departamentos que conformam o corpo.” A noção da impermanência da vida física é fundamental para que ocorra a mudança de foco do sentido da vida, ao tempo em que o ser humano se reconheça como um Espírito imortal. “O redespertar para a beleza - prossegue Joanna -, deixando-se mimetizar pela sua contribuição de harmonia e de vida, somente é possível quando o Eu emerge e passa a comandar as atividades, tornando- -se a realidade dominante em todo o processo de transitoriedade .” (p.24) Oportuno ressaltar a palavra abalizada de Léon Denis, ao apresentar as necessidades irresistíveis do Espírito em evolução adiantada: necessidade de infinito, de justiça, de luz, necessidade de sondar todos os mistérios, de estancar a sede nos mananciais vivos e inexauríveis, cuja existência ele pressente; desejo de saber jamais satisfeito, sentimento do Belo e do Bem. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor) A importante contribuição que a Doutrina Espírita propicia, avulta, nesse momento, por mergulhar nos ainda insondáveis arcanos do ser imortal, fazendo emergir para a claridade da vida a certeza das suas próprias potencialidades, capacitando-o para a vitória sobre o passado sombrio. “O ser psicológico é alguém em constante transformação para melhor, porquanto o Eu real é de natureza eterna e deve ser descoberto quanto preservado, por constituir- -se a meta essencial da existência terrena” - ensina Joanna de Ângelis - e, complementando, esclarece que o indivíduo “possui, mesmo que inconscientemente, o germe do sentido ético da existência da terrena.” (p.29) Em cada reencarnação o Espírito capitaliza os conhecimentos adquiridos, o que vale dizer, são experiências novas que se lhe incorporam, abrindo, lentamente, espaço para o que a autora espiritual denomina de “encontro com a verdade, com a Vida no seu sentido mais profundo, com a iluminação, a libertação de todos os atavismos e complexidades perturbadoras.” Abordando a questão do superconsciente, a mentora afirma ser este a área nobre do ser e fulcro da inspiração divina e elucida, em luminosos conceitos : “Sede física da alma reencarnada, responde pelos sutis processos da transformação dos instintos em inteligência, e dessa em angelitude, passo que será conquistado mediante esforço pessoal e intuição espiritual dos objetivos mais significativos do transcurso existencial pelo corpo físico. O superconsciente é também conhecido como Inconsciente superior, de onde dimanam as funções parapsíquicas superiores assim como as energias espirituais. (...) Tendo na epífise ou pineal o veículo para as manifestações psíquicas superiores, mediante exercícios mentais e morais amplia a capacidade de registro do mundo ultra- -sensível, que se exterioriza através dos equipamentos de alta potência energética de que se constitui. Por outro lado, é o celeiro do futuro do ser, por estar em ligação com o Psiquismo Cósmico, do qual recebe forças específicas para o desenvolvimento intelecto-moral, da afetividade, das expressões sexuais encarregadas da perpetuação da espécie, do equilíbrio da hereditariedade, de outros fenômenos que afetarão o comportamento psicológico.” (p.110) (grifo meu) Sendo perfectível, incessante é a trajetória do Espírito que, a partir do despertar espiritual não mais se acomoda e vislumbrando o futuro que descortina aos poucos, inicia o processo de autorealização, descobrindo em si, gradativamente, as potencialidades latentes em seu mundo interior. A palavra final é da autora espiritual, Joanna de Ângelis, que magistralmente conclui: “Vencer as sombras densas para alcançar a luz imarcescível; libertar-se das doenças e dos transtornos psicológicos; alargar a percepção da realidade, saindo da estreiteza dos limites em que se encarcera; diluir as barreiras do pensamento pessimista em favor do idealismo altruísta - eis a saga esplendorosa que deve ser encetada por todos os seres humanos que nascem como princípio inteligente e atingem a glória solar em êxtase de auto-realização e paz.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: (Artigo inspirado no livro O Despertar do Espírito, psicografado por Divaldo Franco, de autoria do Espírito Joanna de Ângelis)


Suely Caldas Shubert

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Quando alguém cair em erro

Quando alguém cair em erro, estendamos os braços em socorro do irmão equivocado, evitando a crítica que apenas o precipita a quedas ainda maiores. Lembremos que amanhã poderá ser a nossa vez de cair também.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vale a pena viver…

Vale a pena viver…

(A ilusão do suicídio)

No dia 10 de Setembro de 2016, comemorou-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, data assinalada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Numa época em que o Homem perdeu a noção de Deus, da espiritualidade, perante os múltiplos problemas existenciais, desesperado, vê-se sem saída.

Desconhecendo a realidade da vida para além da morte do corpo de carne, adentra-se na mais terrível aventura que pode cometer – o suicídio.

A perda da vontade de viver pode ter várias causas, endógenas e / ou exógenas ao ser humano. No entanto, com um apoio psicológico, apoio de amigos, partilhando as suas dificuldades com alguém da sua confiança, tudo fica mais fácil.

O conhecimento da vida espiritual, hoje, mais arejado e longe da crença cega das religiões tradicionais, ajuda o Homem a entender a Vida por outro prisma.

Até 1857, altura em que apareceu a ideia espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita), com o lançamento do monumental livro de Allan Kardec, intitulado “O Livro dos Espíritos”, acreditava-se de uma maneira ou de outra, na vida além-túmulo.

Com o aparecimento da Doutrina Espírita, a morte morreu, foi provado cientificamente a imortalidade do Espírito, através das comunicações espirituais, utilizando-se o método científico ainda hoje vigente na Terra.

O Espiritismo, como ciência de observação e
filosofia de vida, traz consequências morais
de grande impacto na Sociedade

O maior impacto que o Espiritismo traz à Sociedade é a demonstração de que, afinal, com o suicídio… nada acaba!

A vida continua no mundo espiritual, noutro patamar energético, onde o ser espiritual (o Homem) continua com os problemas que o levaram a este acto, agravado pelo fato de se consciencializar da inocuidade da sua atitude, mergulhando em sentimentos de culpa, remorsos, sofrimentos inenarráveis, a repercutirem-se inevitavelmente nas reencarnações seguintes.

O fato de dizermos que não acreditamos nas vidas sucessivas (reencarnação) ou na imortalidade do Espírito não nos retira do palco imortal da Vida, quer queiramos, quer não.

A Física quântica matou de vez o Materialismo, informando que a matéria não existe, existindo, sim, apenas energia, em vários estados, mais ou menos grosseiros ou diáfanos. Nós, terrenos, encontramo-nos, assim, num mundo, onde essa energia se encontra ainda “coagulada, condensada”, aquilo a que chamamos matéria.

A imortalidade do Espírito, através das diárias manifestações espirituais, através de médiuns em todo o mundo, é hoje uma evidência científica, que os múltiplos cientistas têm vindo a comprovar, repetindo as experiências de Allan Kardec e confirmando-as.

Se, porventura, você se encontra neste dilema existencial, dê a si próprio mais um mês de vida, solicite informação, ajuda num centro espírita perto de si (onde não existe pagamento nem aceitação de dinheiro), percebendo por que vivemos, de onde viemos, para onde vamos após o decesso do corpo físico, e qual o objetivo da Vida.

O Espiritismo é a filosofia de vida que se apresenta como o maior preservativo contra o suicídio, e aqueles que o cometeram comunicam-se nos centros espíritas, implorando para que nós, que ainda estamos neste lado da vida, não o façamos.

As consequências são dolorosas, podendo estender-se por centenas de anos, com reencarnações expiatórias e difíceis pelo meio, variando de acordo com o grau de lucidez e responsabilidade do suicida.

Não existe aqui castigo de Deus, mas apenas uma decorrência de uma lei natural, onde cada um colhe, na Vida, o fruto dos seus sentimentos, pensamentos e atitudes, até que um dia, em equilíbrio, atinja o estado de Espírito puro.

Será boa ideia, caro amigo, caso o suicídio lhe passe pela cabeça, ler, antes de cometer esse tresloucado ato, para além do livro acima citado, o livro Memórias de um Suicida, ditado pelo Espírito (suicida) de Camilo Castelo Branco, através da médium Yvonne do Amaral Pereira (pode adquiri-lo on-line em www.feportuguesa.pt).

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é uma frase que sintetiza muito bem o pensamento espírita.

José Lucas


A calma que se precisa

O momento decisivo da evolução humana pede persistência, coragem, mas também calma.

Se pensarmos no alcance no final da conhecida expressão de Jesus: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei, podemos ampliar seu entendimento e entender seu divino convite.

Afinal o "como eu vos amei", como devemos entender?

Como é que Ele nos amou?

Em boa síntese didática-educativa, podemos entender que:

a) Ele sempre respeitou nossa posição evolutiva. Tanto que sempre valorizava quem dele sem aproximava. Às diferentes personalidades que o procuraram, da mulher adúltera ao doutor da lei, respeitou-lhes o estágio moral.

b) Nada pediu em troca pelos inúmeros benefícios que trouxe à humanidade. Isso é uma demonstração de amor. Ama e porque ama ampara, consola, conforta, orienta; Nada exigiu, aguarda nosso despertar.

c) Importou-se conosco. Esse importar-se conosco foi demonstrado na prática pelas expressivas manifestações de entendimento de nossa precária condição evolutiva, estendendo-nos seu divino amparo e orientação.

Daí a recomendação fraterna: "Amai-vos uns aos outros". Mas apresentou também a proposta de como fazê-lo, acrescentando o "como eu vos amei". Até porque - e hoje entendemos com mais exatidão - ele é o Modelo e Guia, referência mais alta que possuímos no planeta para seguir e nos esforçarmos como exemplo para incorporarmos ao comportamento.

Essa adoção de postura no comportamento é capaz de vencer obstáculos, extinguir contendas e dispensar mágoas, ressentimentos ou sentimento de vingança ou mesmo temores infundados, uma vez que estamos todos protegidos por sua grandeza e bondade.

É a calma, a resignação ativa, que trabalha, compreende e encontra outros caminhos que sejam de paz para superação dos imensos desafios da atualidade.

Orson Peter Carrara