Suicídios - Campo Grande - Mato Grosso do Sul: 2017

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

O QUE ACONTECE AOS SUICIDAS ?

SUICÍDIO

No suicídio intencional, sem as atenuantes da moléstia ou da ignorância, há que considerar não somente o problema da infração ante as Leis Divinas, mas também o ato de violência que a criatura comete contra si mesma, através da premeditação mais profunda, com remorso mais amplo.

Atormentada de dor, a consciência desperta no nível de sombra a que se precipitou, suportando compulsoriamente as companhias que elegeu para si própria, pelo tempo indispensável à justa renovação.

Contudo, os resultados não se circunscrevem aos fenômenos de sofrimento intimo, porque surgem os desequilíbrios conseqüentes nas sinergias do corpo espiritual, com impositivos de reajuste em existências próximas. ( NO CORPO FÍSICO)

É assim que após determinado tempo de reeducação, nos círculos de trabalho fronteiriços da Terra, os suicidas são habitualmente reinternados no plano carnal, em regime de hospitalização na cela física, que lhes reflete as penas e angústias na forma de enfermidades e inibições.

Ser-nos-á fácil, desse modo, identificá-los, no berço em que repontam, entremostrando a expiação a que se acolhem.

Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma.

Junto de semelhantes quadros de provação regenerativa, funciona a ciência médica por missionária da redenção, conseguindo ajudar e melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais que atingiram ou segundo o merecimento de que disponham.

Guarda, pois, a existência como dom inefável, porque teu corpo é sempre instrumento divino, para que nele aprendas a crescer para a luz e a viver para o amor, ante a glória de Deus.

Livro "Religião dos Espíritos" -Psicografia Francisco C. Xavier, Espírito: Emmanuel.


RASGA A LISTA - Irmão José

Reflexões



CONHECIMENTO E SABEDORIA - Irmão José

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O destino está cheio de circunstâncias misteriosas

"O destino está cheio de circunstâncias misteriosas. Nossa vida não terá começado no instante de nascermos no mundo. Devemos ter existido em outra parte. Creio que temos amado e odiado, e o esforço em que nos achamos se destina ao trabalho de redenção das nossas culpas."

DO LIVRO RENÚNCIA - EMMANUEL

FORÇA DE ATRAÇÃO - Irmão José

Suicidar-se, nunca! - Orson Peter Carrara

Meu caro leitor, se você é daquelas pessoas que está enfrentando difícil fase de sua existência, com escassez de recursos financeiros, enfermidades ou complexos desafios pessoais (na vida familiar ou não) e está se sentindo muito abatido, gostaria de convidá-lo a uma grave reflexão.
Todos temos visto a ocorrência triste e dramática daqueles que se lançam ao suicídio, das mais variadas formas. A ideia infeliz surge, é alimentada pelo agravamento dos problemas do cotidiano e concretiza-se no ato infeliz do autoextermínio.
Diante de possíveis angústias e estados depressivos, não há outro remédio senão a calma, a paciência e a confiança na vida, que sempre nos reserva o melhor ou o que temos necessidade de enfrentar para aprender. Ações precipitadas, suicídios e atos insanos são praticados devido ao desespero que atinge muitas pessoas que não conseguem enxergar os benefícios que as cercam de todos os lados.
Mas é interessante ressaltar que estes estados de alma, de desalento, de angústias, de atribulações de toda ordem, não são casos isolados. Eles integram a vida humana. Milhões de pessoas, em todo mundo, lutam com esses enigmas como alunos que quebram a cabeça tentando resolver exercícios de física ou matemática. Mas até uma criança sabe que o problema que parece insolúvel não se resolverá rasgando o caderno e fugindo da sala de aula.
Sim, a comparação é notável. Destruir o próprio corpo, a própria vida, como aparente solução é uma decisão absurda. Vejamos os problemas como autênticos desafios de aprendizado, nunca como castigos ou questões insuperáveis. Tudo tem uma solução, ainda que difícil ou demorada.
O fato, porém, é que precisamos sempre resistir aos embates do cotidiano com muita coragem e determinação. Viver é algo extraordinário. Tudo, mas tudo mesmo, passa. Para que entregar-se ao desespero? Há razões de sobra para sorrir, rir e viver...! 
O suicídio é um dos maiores equívocos humanos, para não dizer o maior. A pessoa sente-se pressionada por uma quantidade variável de desafios, que julga serem problemas sem solução, e precipita-se na ilusão da morte. Sim, ilusão, porque ninguém consegue auto exterminar-se. E o suicídio agrava as dificuldades porque aí a pessoa sente o corpo inanimado, cuja decomposição experimenta com os horrores próprios, pressionada agora pelo arrependimento, pelo remorso, sem possibilidade de retorno imediato para refazer a própria vida. Em meio a dores morais intensas, com as sensações físicas próprias, sentindo ainda a angústia dos seres queridos que com ele conviviam, o suicida torna-se um indigente do além. 
Como? Sim, apenas consequências do ato extremo, nunca castigo. Isto tudo por uma razão muito simples: não somos o corpo, estamos no corpo. Somos espíritos reencarnados, imortais. E a vida nunca cessa, ela continua objetivando o aprimoramento moral e intelectual de todos os filhos de Deus. Suicidar-se é ilusão. Os desafios existenciais surgem exatamente para promover o progresso, convidando à conquista de virtudes e o desenvolvimento da inteligência. A oportunidade de viver e aprender é muito rica para ser desprezada. E quando alguém a descarta, surgem consequências naturais: o sofrimento físico, pela autoagressão e o sofrimento moral do arrependimento e da perda de oportunidades. Muitos talvez, poderão perguntar-se: Mas de onde vem essas informações? 
A Revelação Espírita trouxe essas informações. São os próprios espíritos que trouxeram as descrições do estado que se encontram depois da morte. Entre eles, também os suicidas descrevem os sofrimentos físicos e morais que experimentam. Sim porque sendo patrimônio concedido por Deus, a vida interrompida por vontade própria é transgressão à sua Lei de Amor. Como uma criança pequena que teima em não ouvir os pais e coloca os dedos na tomada elétrica.
Para os suicídios há atenuantes e agravantes, mas sempre com consequências dolorosas e que vão requerer longo tempo de recuperação. Deus, que é Pai bondoso e misericordioso, jamais abandona seus filhos e concede-lhes sempre novas oportunidades. Aí surge a reencarnação como caminho reparador, em existências difíceis que apresentam os sintomas e aparências do ato extremo do suicídio. Há que se pensar nos familiares, cônjuges, pais e filhos, na dor que experimentam diante do suicídio do ser querido. Há que se pensar no arrependimento inevitável que virá. Há que se ponderar no desprezo endereçado à vida. Há, mais ainda, que se buscar na confiança em Deus, na coragem, na prece sincera, nos amigos (especialmente o maior deles, Jesus), a força que se precisa para vencer quaisquer ideias que sugiram o autoextermínio.
Meu amigo, minha amiga, pense no tesouro que é tua vida, de tua família! Jamais te deixes enganar pela ilusão do suicídio. Viva! Viva intensamente! Com alegria! Que não te perturbe nem a dificuldade, nem a enfermidade, nem a carência material. Confie, meu caro, e prossiga!

SABER ESPERAR - IrmãoJosé

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Reencarnação de Suicidas

O processo reencarnatório é sempre complexo e fruto de minucioso planejamento. Ao tomarmos conhecimento do nascimento de um novo habitante da superfície terrestre devemos ter a consciência do enorme esforç o engendrado não só no plano material, mas também no invisível, para que esse “milagre” seja uma realidade.
As crianças nos demonstram concretamente a confiança de Deus nos seres humanos. Elas são a prova da misericórdia Divina que nos resgata incansavelmente das trevas e suplícios em que nos afogamos repetida e propositadamente.
E, essa mesma misericórdia é a fonte que nos ilumina com a luz morna do dia, que nos invade os olhos infantis curiosos, quando os abrimos pela primeira vez no mundo físico.

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
a tua vara e o teu cajado me consolam.
Salmos 23:4

Apesar de um longo e penoso trânsito pela erraticidade os espíritos vítimas de si mesmos, geralmente, não têm condições de presidir a construção de um corpo físico saudável durante seu processo reencarnatório.
A disposição integral dos recursos intelectuais e físicos, amealhados preteritamente por aqueles filhos de Deus, pode ser necessária ao completo êxito de sua missão terrena. Por isso, a espiritualidade responsável por esses pacientes se empenha no tratamento das suas mazelas, através da medicina astral, mesmo quando são frutos da imprudência e do orgulho.
Assim, eles poderão chegar um pouco melhores à terra, e então, terão, por sua vez, a magnífica oportunidade de retribuir ao Criador tamanha benção, colaborando com seus contemporâneos em seu progresso como cidadãos.
Uma das causas mais freqüentes de debilidade e deformidade do corpo espiritual é a desagregação energética induzida pelo auto-extermínio. As lesões do corpo espiritual são ainda mais severas do que aquelas que desvitalizaram o corpo físico. Não atingem apenas o sistema mental do desencarnado, toda a complexa estrutura perispiritual é comprometida.
Sua delica da tessitura é impregnada pelas energias deletérias que causaram, primariamente, o auto-extermínio e por aquelas que se originaram dele. Os componentes unitários do tormento com que se deparam os suicidas são: Dores intensas, de teor moral e físico, acrescidas do desespero de se encontrar vivo após a morte, revolvidas com o cimento da culpa.

Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores;

ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:30

E sentindo-se servos inúteis reconhecem a justiça de seu tormento imediatamente após o desenlace traumático do corpo físico. Entretanto, a falta de equilíbrio que os caracterizou em vida, os persegue no além túmulo. Crises subintrantes de arrependimento e desespero se sucedem, como se fossem continuar indefinidamente.
Não dispõem de recursos íntimos para atenuarem esse estado de dentro para fora. A prece é impronunciável para eles, sem que entendam o porquê dessa afasia seletiva. É, na realidade, a autopunição que se segue à culpa demolidora.
Querem, e cultivam a dor por ilusão da purificação. Assim o fizeram por milênios e, assim, se conduzem quase que reflexamente.
Interromper esse processo depende de uma fagulha de esperança em seus corações petrificados. Fagulha insignificante, mas perceptível aos benfeitores do além, que nesse momento crítico, de olhar hesitante e frágil voltado para os céus, os acodem e recolhem às instituições caridosas do invisível.
Esse é apenas o primeiro passo em direção á reencarnação libertadora e reconstrutora. Muitos serão necessários.
Os abnegados servidores do cristo que os acolheram, oferecem a eles os medicamentos espirituais mais avançados. Todos eles repletos de um principio ativo que se habituaram a negligenciar em suas numerosas existências físicas pregressas.
É o amor temperado com energias de diferentes ordens, mas também sublimes e retificadoras em sua essência.
Os amigos encarnados atuam expressivamente nesse processo, fornecendo a matéria mais densa para que os cirurgiões do espaço refaçam a delicada anatomia do corpo astral desses pobres desvalidos.
Suturas, drenagens, condutoplastias, inúmeros procedimentos são executados para a melhor recuperação possível de pacientes tão especiais.
Uma vez que se encontrem anatomicamente recuperados (relativamente) serão guiados aos estudos. Não é um processo rápido. A formação de que necessitam é longa, didática e transformadora.
Nas aterradoras crises de confiança são restabelecidos pela doação de energia salutar dos seus colegas em melhores condições.
Começam a se doar uns aos outros, aos próximos bem próximos. Em um momento socorrem e no seguinte são socorridos. Estão ainda em uma montanha russa íntima. No seu ápice acumulam forças para enfrentarem os vales.
Aos poucos estudam suas existências anteriores e os motivos que os levaram ao desespero. Isso é oferecido a eles de uma forma tal que possam se distanciar o suficiente para que entendam e relembrem da dor, sem serem cegados e confundidos por ela.
Com esse método podem identificar mecanismos de defesa impróprios e padrões de comportamento com tendência à recorrência.
Quando conseguem elaborar, ou melhor, metabolizar seu passado são transferidos às escolas gerais. Necessitam do convívio com todos os outros espíritos. Nesta fase já podem ajudar necessitados de outros matizes.
Trabalham em funções diversas, sempre iniciando pelas mais simples. São felizes por terem a oportunidade de realizar pequenas obras. Não são cobrados para erigirem grandes monumentos, pois para muitos deles o orgulho e o poder foram a passarela condutora à derrocada.
Décadas eles despendem nessas escolas, e o tempo todo, são ajudados, escorados, impulsionados pelo amor dos benfeitores espirituais. Muitos são pais, mães, filhos de outras épocas.
A maioria, entretanto, são os seus inimigos do passado, já refeitos dos vícios morais mais limitantes, que hoje agradecem a possibilidade de resgatarem seus débitos cármicos no trabalho junto aos, transitoriamente, mais frágeis.
Ao mesmo tempo em que se recuperam auxiliam no progresso de seus educadores.
O treinamento prossegue, posteriormente, em frentes de trabalho mais densas e perigosas, verdadeiros testes de fidelidade em relação aos exércitos do Cristo. Aprendem a amar o diferente, o ignorante e o demente. Vêem nestes irmãos o reflexo de seu passado recente.
A última fase preparatória para a reencarnação dos antigos suicidas é a elaboração do projeto reencarnatório. Por mais que tenham obtido algum grau de recuperação da anatomia de seu corpo espiritual, as lesões que a essa estrutura foram impostas pela auto-agressão ainda serão máculas indeléveis no plano espiritual.
Mesmo que sejam imperceptíveis aos olhos dos próprios portadores elas carrearão, necessariamente, ao corpo físico as mensagens de alerta de um passado que não deve ser revivido.
Serão limitações congênitas de graus variáveis, doenças crônicas severas com crises intermitentes e curtos períodos de acalmia. Insuficiências orgânicas diversas e possivelmente múltiplas.
Essas doenças graves os açoitarão, na vida física, relembrando-os dos compromissos assumidos e, também, cumprindo o papel de verdadeiros exaustores biológicos na drenagem das energias perniciosas e densas de uma qualidade tal que apenas podem ser expurgadas no trânsito pela matéria.
O amor vivido em sua plenitude os livrará das dores inúteis. Aquelas necessárias foram discutidas durante a sua preparação pré-encarnatória e devem ser vividas resignadamente, mesmo quando extremamente dolorosas. A luta pela vida é o exercício diário necessário para que desenvolvam os meios de evitarem novas quedas.
Os amigos espirituais os acompanharão em toda a sua existência física, oferecerão o suporte e consolo diante das suas fraquezas. E a cada obstáculo que venham a superar, mais fortes se encontrarão.
Não mais suicidas serão, mas, ex-suicidas, dispostos ao trabalho retificador em prol do seu próprio progresso. Serão, também, luzes nos rodapés dos longos e tortuosos corredores da existência infeliz de seus semelhantes, daqueles ainda cegos à luz redentora do Cristo.

Texto de - Dra Giselle Fachetti
Trecho de matéria publicada na edição 55 da Revista Cristã de Espiritismo

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

"Da mesma maneira como existem infecções orgânicas, acontecem também as fluídicas. Muitos desencarnados, movidos por vingança, empolgam a imaginação dos adversários encarnados, com formas mentais monstruosas, classificadas pelos instrutores como "infecções fluídicas", com grande poder destruidor, podendo levar até à loucura.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Plenitude libertando do sofrimento

PLENITUDE (Joanna de Ângelis – psicografia Divaldo P. Franco)

Introdução:  É apresentado, neste livro, uma análise dos vários tipos de sofrimento, físicos e morais. Joanna de Ângelis faz uma análise dos aspectos do sofrimento, conforme a visão budista e a cristã, propondo a solução espírita, convidando-nos ao autodescobrimento, à vivência evangélica, ao comportamento lúcido advindo do estudo e da ação iluminativa na trilha da caridade fraternal.

Na variada gênese do sofrimento, todo esforço para mitigá-lo, sem a remoção das causas, não logrará senão paliativos, adiamentos. Mesmo quando alguma injunção premie o enfermo com uma súbita liberação, se a terapia não alcançou as razões que o desencadeiam, ele transitará de uma outra problemática sem conseguir a saúde real.

Fugir, escamotear, anestesiar o sofrimento são métodos ineficazes, mecanismos de alienação que postergam a realidade, somando-se sempre com a sobrecarga das complicações decorrentes do tempo perdido.

Pelo contrário, uma atitude corajosa de examiná-lo e enfrentá-lo representa Valioso recurso de lucidez com efeito terapêutico propiciador de paz. A resignação dinâmica.

A resignação dinâmica, isto é, a aceitação do problema com uma atitude corajosa de o enfrentar e remover-lhe a causa, representa avançado passo para a solução.

Análise do sofrimento.

As Quatro Nobres Verdades
A verdade da origem do sofrimento A verdade da cessação do sofrimento A verdade do caminho que leva a cessação do sofrimento.
Segundo Gautama: O sofrimento do sofrimento. O sofrimento da impermanência. O sofrimento resultante dos condicionamentos.

O sofrimento do sofrimento é o resultado das aflições que ele mesmo proporciona.
A dor macera os sentimentos, desencoraja as estruturas psicológicas frágeis, infelicita, leva a conclusões falsas e estimula os estados de exaltação emocional ou depressão, conforme a estrutura íntima de cada vítima.

Apresenta-se sobre dois aspectos: Físico Mental
A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável(...)

(...)abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam.
As tensões físicas, mentais e emocionais são, igualmente, responsáveis pelas doenças – sofrimento que gera sofrimento.
Emoções Sentimentos Nascem das Emoções Afetos Exprime-se através das emoções
As causas profundas das doenças, portanto, estão no indivíduo mesmo, que se deve auto examinar, autoconhecer-se a fim de liberar-se desse tipo de sofrimento.
O sofrimento da Impermanência.
De imediato o prazer gera sofrimento. O cotidiano demonstra que a busca insaciável do prazer constitui um tormento que aflige sem compensação.
Quando se tem a oportunidade de fluí-lo, constata-se que o preço pago foi muito alto e a sensação conseguida não recebeu retribuição correspondente.
Há aquisições que proporcionam prazer em um momento para logo se transformarem em dores acerbas. E o responsável por esse resultado é a ilusão.
A maioria dos sofrimentos decore da forma incorreta por que a vida é encarada. Na sua transitoriedade, os valores transcendem ao aspecto e à motivação que geram prazer.
Esse é o sofrimento da impermanência das coisas terrenas. Esfumam-se como palha ao fogo, atiçado pelo vento, logo se transformando em cinza flutuante no ar.
Somos contrariados todo o tempo, pelo que queremos e pelo que conseguimos. A maioria das coisas que planejamos, não saem como o planejado.
O sofrimento resultante dos condicionamentos.
O sofrimento resultante dos condicionamentos abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável, que propiciam agregados físicos e mentais contaminados.
Escala de valores: Imediatismo. O vulgar. O promiscuo. O poder transitório. A força.
Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física, derivada dos condicionamentos doentios dos grupos sociais e dos indivíduos, promove o sofrimento que poderiam ser evitados.
Origens do sofrimento.
Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma consequência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem. Allan Kardec – ESE – Cap. 5 item - 7
O budismo ainda apresenta duas condições para a origem do sofrimento: Interna e externa Resultando daí outras duas ordens: Cármicas e as emoções perturbadoras
Determinismo Nascimento – Morte – Reencarnação
Livre arbítrio A opção por como e quando agir libera o espírito do sofrimento ou agrilhoa-o nas suas tenazes.
Os sofrimentos humanos de natureza cármica podem apresentar-se sob dois aspectos que se complementam: Provação e Expiação
Provação É a experiência requerida ou proposta pelos guias espirituais antes do renascimento corporal.
Poder-se-á identificar essa providencial escolha na resignação e coragem demostradas pelo educando e até mesmo na sua alegria diante das ocorrências dolorosas.
Expiação São impostas, irrecusáveis, por constituírem a medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal se se agravou.
Cada ser vive com a consciência que estrutura.
Enquanto as provações constituem forma de sofrimento reparador que promove, as expiações apenas restauram o equilíbrio Perdido, reconduzindo o delituoso á situação em que se encontrava antes da queda brutal.
Causas atuais dos sofrimentos ...quando o homem o busca mediante a irresponsabilidade, á precipitação e a prevalência do orgulho.
Na raiz de qualquer tipo de sofrimento sempre será encontrado como seu autor o próprio espírito, que se conduziu erroneamente, trocando o mecanismo do amor pelo da dor, no processo da sua evolução.
A dor tem o papel de reconduzi-lo ao amor, de onde se afastou.
Cessação do sofrimento.

“O homem tem que lutar com o problema do sofrimento e não com o sintoma. O sofrimento precisa ser superado e o único meio de superá-lo é suportando- o.
Aprendemos isso com Ele(o Cristo)”. Jung (cartas,vol 1).
Saber quais são os sofrimentos. Conhecer as origens. Compreender o por que e para que do sofrimento. Interiorizar esse conhecimento. Resignação ativa.
Caminhos para o cessar do sofrimento.
Qual é a finalidade da encarnação dos Espíritos? Em . LE. 132.
Deus a impõe com o fim de levá-los à perfeição: para uns, é uma expiação; para outros, uma missão. Mas, para chegar a essa perfeição, eles devem sofrer todas as vicissitudes da existência corpórea; nisto é que está a expiação. A encarnação tem ainda outra finalidade, que é a de pôr o Espírito em condições de enfrentar a sua parte na obra da Criação.
A reencarnação tem função pedagógica e não punitiva.
A Cessação do sofrimento reside no amor.
Como aprender a amar?
“Mestre, qual o mandamento maior da lei?” - Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento”.
E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos.” (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
Caminhos para a saúde e autocura
Altruísmo. O altruísmo é a lição viva da caridade, expressão superior do sentimento de amor enobrecido, abre as portas à ação, sem a qual não teria sentido sua existência.
Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam, pois é nisto que consistem a lei e os profetas. (Idem, cap. VII, v. 12.)
Quem medita retamente, crê, quer, fala, opera, vive, esforça-se e pensa com retidão, adquire os valores indispensáveis à salvação.
Nesse estágio, a pessoa doa-se e já não mais vive, sendo o “Cristo quem vive” nela, conforme afirmou o apostolo Paulo:...”(...); logo, já não sou eu que vive, mas o Cristo que vive em mim.” (Gálatas 2:20)
 (...) Liberta-se, por fim do sofrimento.


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

sábado, 16 de setembro de 2017

Diga sim a vida.

A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. 
O suicido traz grandes decepções e é contrária à Lei de Deus!!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A ALMA NÃO MORRE NUNCA

A alma não desaparece com o corpo, como também não é destruída pela morte, pois é imortal e imperecível. Portanto, ela não desaparece com o suicídio, assim como não deixa de sofrer, porque a vida prossegue em outro plano. A decepção que experimentam os suicidas é muito grande. Ao pretenderem acabar com os sofrimentos na Terra, intencionalmente buscando a morte, constatam, ao contrário disso, que continuam vivos, suportando as mesmas dores e sofrimentos.

Encontramos tal realidade nos relatos fornecidos pelos Espíritos suicidas, por intermédio de diversos médiuns, e registrados em diferentes obras espíritas. São depoimentos sobre as mais variadas situações que eles vivem em diferentes regiões do mundo espiritual, nas quais permanecem temporariamente expiando as dolorosas consequências de seu ato infeliz. Ao reencarnarem na Terra, todos passam por experiências regeneradoras, com o fim de se harmonizarem com as leis do Criador.

Agora, se a sua vida está difícil, vale a pena suicidar-se carregando na alma após a morte o remorso deste gesto infeliz? Claro que não. Quem hoje em dia não sofre? Quem não tem problemas sérios a resolver? Quem não carrega uma cruz pesada? E todas essas pessoas não conseguem vencer as suas dificuldades? Por que então você, que às vezes pensa em desertar da vida, também não vencerá as suas?

É preciso parar para pensar e buscar uma solução. Todos os problemas da vida têm solução.

No entanto, se você está se sentindo fraco, com as forças se esgotando, levante a cabeça para cima. Levante os olhos para o céu e peça com humildade a ajuda de Deus, que nunca está pobre de misericórdia. Deus, que é o nosso pai, não deixará você na rua da amargura e do desespero. Então, faça esta oração para buscar forças e coragem:

“Nosso Pai de amor e bondade! Ajuda-me a sair do desespero. Dá-me forças para continuar vivendo. Alivia a minha dor e ampara-me nesta hora difícil, porque sei que o Teu amor cobre a multidão dos meus erros. Diante da Tua Eterna compaixão, ergo as minhas mãos enfraquecidas nas lutas da vida, suplicando coragem para me levantar e poder caminhar com ânimo e vontade de viver.

Enxuga, Senhor, as minhas lágrimas nas dobras do Teu manto de infinita luz. Conforta o meu coração angustiado e sofrido neste momento. E eu te prometo, Senhor, com toda fé e convicção, que jamais ofenderei a Tua Suprema Bondade acabando com a minha vida, porque eu creio no Teu Infinito Amor! Por isso eu te peço Senhor, não me desampares jamais. Assim seja!”.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A TRAJETÓRIA DO ESPÍRITO

Somos viajores das eras. Atravessamos os tempos na caminhada evolutiva em busca de nós mesmos. Longa é a jornada do Espírito imortal, que só muito lentamente constrói a si mesmo, no ingente e belo processo de amadurecimento. O ser humano traz em seu íntimo o desejo incessante do melhor que o propele a prosseguir sempre, ainda que, momentaneamente, se mantenha estagnado em alguns períodos dessa viagem, que sempre é retomada mais adiante. Criados simples e ignorantes todos os seres humanos iniciam seus primeiros passos através de experiências que se vão somando no ir-e-vir das reencarnações, a fim de que descubra, gradativamente, os infinitos recursos que compõem a sua individualidade. Esses atributos equipam o Espírito de condições para enfrentar as dificuldades naturais do processo evolutivo.
O Livro dos Espíritos, questão 76, ensina que “os Espíritos são os seres inteligentes da criação.” Portanto, a inteligência é o atributo essencial do Espírito, juntamente com a consciência de si mesmo e o livre arbítrio. Outros atributos somam-se a estes, a capacidade de distinguir o bem do mal, o senso moral, o pensamento, a vontade, a consciência de que existem e de que constituem uma individualidade. Como corolário de tudo isto está a consciência. Quando Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, propõe a questão 621, atinge o Codificador o fulcro mais profundo e iluminado do Espírito. 621 - Onde está escrita a lei de Deus?
A resposta é, talvez, a mais importante de toda a história de cada filho de Deus: “Na consciência.” A pergunta e a resposta evidenciam a suprema importância da consciência. O fato de sabermos que a Lei Divina nos é inerente, que faz parte de cada Espírito imortal é o toque luminoso do despertar da própria Lei Divina em nós, o que equivale dizer, do despertar do Espírito. Tudo o mais decorre dessa descoberta. Quando Jesus enunciou “sois deuses”, (Jo10:34) assinalou o futuro da raça humana. Essa certeza que o Espiritismo proporciona é a maior contribuição para a plenitude do ser.
 O pensamento de Calderaro, instrutor de André Luiz, na obra, No Mundo Maior, resplandece: “O homem, para auxiliar o presente é obrigado a viver no futuro da raça.” (c.9) Jesus é o exemplo máximo, pois seu verbo é atemporal e permanece, ainda em nossos dias, aguardando que o ser humano desperte e alcance a mensagem universal que Ele legou para todos os tempos.
O Espiritismo, por sua vez, fala, igualmente,  adiante do tempo. Ao propor a questão 621, Kardec a faz com plena noção da resposta, pois a pergunta decorre, neste caso, não de desconhecimento ou dúvida, mas exatamente da certeza, visto que formulando-a ele demonstra a sabedoria que é apa - nágio de um Espírito avançadíssimo no conhecimento universal. Conceber a própria pergunta como prova isso. Pequenos somos nós, com nossos exíguos saberes. Entretanto, Espíritos de escol, como Allan Kardec, descem das grandezas espirituais, e, exatamente por serem superiores, abrem para nós as cortinas da Ciência do Infinito (LE introd. 13) e permitem que vislumbremos a vastidão cósmica que nos aguarda, no silêncio de Deus, a exprimir a magnificência de Suas Palavras inarticuladas. O despertar do Espírito, conforme os superiores conceitos de Joanna de Ângelis, (no livro de sua autoria espiritual intitulado O Despertar do Espírito) requer condições íntimas, a partir da própria carência que o ser humano identifique em si mesmo, levando-o a uma busca de respostas, de algo que preencha o vazio interior que o consome. Todavia, ainda ignoran - do o caminho para alcançar a paz, procura cercar-se de pessoas, de ruídos, de uma vida agitada e fútil, quando não envereda pela violência e agressividade, tentando assim resolver ou abafar seus conflitos interiores.
Só mais tarde, à custa de experiências amargas, descobrirá o que tanto almeja. “Viver é também uma experiência de morrer”, elucida a autora espiritual da obra que estamos analisando, “considerando-se a incessante transformação orgânica operada nas células e nos departamentos que conformam o corpo.” A noção da impermanência da vida física é fundamental para que ocorra a mudança de foco do sentido da vida, ao tempo em que o ser humano se reconheça como um Espírito imortal. “O redespertar para a beleza - prossegue Joanna -, deixando-se mimetizar pela sua contribuição de harmonia e de vida, somente é possível quando o Eu emerge e passa a comandar as atividades, tornando- -se a realidade dominante em todo o processo de transitoriedade .” (p.24) Oportuno ressaltar a palavra abalizada de Léon Denis, ao apresentar as necessidades irresistíveis do Espírito em evolução adiantada: necessidade de infinito, de justiça, de luz, necessidade de sondar todos os mistérios, de estancar a sede nos mananciais vivos e inexauríveis, cuja existência ele pressente; desejo de saber jamais satisfeito, sentimento do Belo e do Bem. (O Problema do Ser, do Destino e da Dor) A importante contribuição que a Doutrina Espírita propicia, avulta, nesse momento, por mergulhar nos ainda insondáveis arcanos do ser imortal, fazendo emergir para a claridade da vida a certeza das suas próprias potencialidades, capacitando-o para a vitória sobre o passado sombrio. “O ser psicológico é alguém em constante transformação para melhor, porquanto o Eu real é de natureza eterna e deve ser descoberto quanto preservado, por constituir- -se a meta essencial da existência terrena” - ensina Joanna de Ângelis - e, complementando, esclarece que o indivíduo “possui, mesmo que inconscientemente, o germe do sentido ético da existência da terrena.” (p.29) Em cada reencarnação o Espírito capitaliza os conhecimentos adquiridos, o que vale dizer, são experiências novas que se lhe incorporam, abrindo, lentamente, espaço para o que a autora espiritual denomina de “encontro com a verdade, com a Vida no seu sentido mais profundo, com a iluminação, a libertação de todos os atavismos e complexidades perturbadoras.” Abordando a questão do superconsciente, a mentora afirma ser este a área nobre do ser e fulcro da inspiração divina e elucida, em luminosos conceitos : “Sede física da alma reencarnada, responde pelos sutis processos da transformação dos instintos em inteligência, e dessa em angelitude, passo que será conquistado mediante esforço pessoal e intuição espiritual dos objetivos mais significativos do transcurso existencial pelo corpo físico. O superconsciente é também conhecido como Inconsciente superior, de onde dimanam as funções parapsíquicas superiores assim como as energias espirituais. (...) Tendo na epífise ou pineal o veículo para as manifestações psíquicas superiores, mediante exercícios mentais e morais amplia a capacidade de registro do mundo ultra- -sensível, que se exterioriza através dos equipamentos de alta potência energética de que se constitui. Por outro lado, é o celeiro do futuro do ser, por estar em ligação com o Psiquismo Cósmico, do qual recebe forças específicas para o desenvolvimento intelecto-moral, da afetividade, das expressões sexuais encarregadas da perpetuação da espécie, do equilíbrio da hereditariedade, de outros fenômenos que afetarão o comportamento psicológico.” (p.110) (grifo meu) Sendo perfectível, incessante é a trajetória do Espírito que, a partir do despertar espiritual não mais se acomoda e vislumbrando o futuro que descortina aos poucos, inicia o processo de autorealização, descobrindo em si, gradativamente, as potencialidades latentes em seu mundo interior. A palavra final é da autora espiritual, Joanna de Ângelis, que magistralmente conclui: “Vencer as sombras densas para alcançar a luz imarcescível; libertar-se das doenças e dos transtornos psicológicos; alargar a percepção da realidade, saindo da estreiteza dos limites em que se encarcera; diluir as barreiras do pensamento pessimista em favor do idealismo altruísta - eis a saga esplendorosa que deve ser encetada por todos os seres humanos que nascem como princípio inteligente e atingem a glória solar em êxtase de auto-realização e paz.”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: (Artigo inspirado no livro O Despertar do Espírito, psicografado por Divaldo Franco, de autoria do Espírito Joanna de Ângelis)


Suely Caldas Shubert

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Quando alguém cair em erro

Quando alguém cair em erro, estendamos os braços em socorro do irmão equivocado, evitando a crítica que apenas o precipita a quedas ainda maiores. Lembremos que amanhã poderá ser a nossa vez de cair também.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Vale a pena viver…

Vale a pena viver…

(A ilusão do suicídio)

No dia 10 de Setembro de 2016, comemorou-se o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, data assinalada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Numa época em que o Homem perdeu a noção de Deus, da espiritualidade, perante os múltiplos problemas existenciais, desesperado, vê-se sem saída.

Desconhecendo a realidade da vida para além da morte do corpo de carne, adentra-se na mais terrível aventura que pode cometer – o suicídio.

A perda da vontade de viver pode ter várias causas, endógenas e / ou exógenas ao ser humano. No entanto, com um apoio psicológico, apoio de amigos, partilhando as suas dificuldades com alguém da sua confiança, tudo fica mais fácil.

O conhecimento da vida espiritual, hoje, mais arejado e longe da crença cega das religiões tradicionais, ajuda o Homem a entender a Vida por outro prisma.

Até 1857, altura em que apareceu a ideia espírita (que não é mais uma religião nem mais uma seita), com o lançamento do monumental livro de Allan Kardec, intitulado “O Livro dos Espíritos”, acreditava-se de uma maneira ou de outra, na vida além-túmulo.

Com o aparecimento da Doutrina Espírita, a morte morreu, foi provado cientificamente a imortalidade do Espírito, através das comunicações espirituais, utilizando-se o método científico ainda hoje vigente na Terra.

O Espiritismo, como ciência de observação e
filosofia de vida, traz consequências morais
de grande impacto na Sociedade

O maior impacto que o Espiritismo traz à Sociedade é a demonstração de que, afinal, com o suicídio… nada acaba!

A vida continua no mundo espiritual, noutro patamar energético, onde o ser espiritual (o Homem) continua com os problemas que o levaram a este acto, agravado pelo fato de se consciencializar da inocuidade da sua atitude, mergulhando em sentimentos de culpa, remorsos, sofrimentos inenarráveis, a repercutirem-se inevitavelmente nas reencarnações seguintes.

O fato de dizermos que não acreditamos nas vidas sucessivas (reencarnação) ou na imortalidade do Espírito não nos retira do palco imortal da Vida, quer queiramos, quer não.

A Física quântica matou de vez o Materialismo, informando que a matéria não existe, existindo, sim, apenas energia, em vários estados, mais ou menos grosseiros ou diáfanos. Nós, terrenos, encontramo-nos, assim, num mundo, onde essa energia se encontra ainda “coagulada, condensada”, aquilo a que chamamos matéria.

A imortalidade do Espírito, através das diárias manifestações espirituais, através de médiuns em todo o mundo, é hoje uma evidência científica, que os múltiplos cientistas têm vindo a comprovar, repetindo as experiências de Allan Kardec e confirmando-as.

Se, porventura, você se encontra neste dilema existencial, dê a si próprio mais um mês de vida, solicite informação, ajuda num centro espírita perto de si (onde não existe pagamento nem aceitação de dinheiro), percebendo por que vivemos, de onde viemos, para onde vamos após o decesso do corpo físico, e qual o objetivo da Vida.

O Espiritismo é a filosofia de vida que se apresenta como o maior preservativo contra o suicídio, e aqueles que o cometeram comunicam-se nos centros espíritas, implorando para que nós, que ainda estamos neste lado da vida, não o façamos.

As consequências são dolorosas, podendo estender-se por centenas de anos, com reencarnações expiatórias e difíceis pelo meio, variando de acordo com o grau de lucidez e responsabilidade do suicida.

Não existe aqui castigo de Deus, mas apenas uma decorrência de uma lei natural, onde cada um colhe, na Vida, o fruto dos seus sentimentos, pensamentos e atitudes, até que um dia, em equilíbrio, atinja o estado de Espírito puro.

Será boa ideia, caro amigo, caso o suicídio lhe passe pela cabeça, ler, antes de cometer esse tresloucado ato, para além do livro acima citado, o livro Memórias de um Suicida, ditado pelo Espírito (suicida) de Camilo Castelo Branco, através da médium Yvonne do Amaral Pereira (pode adquiri-lo on-line em www.feportuguesa.pt).

“Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sem cessar, tal é a Lei” é uma frase que sintetiza muito bem o pensamento espírita.

José Lucas